Sobre Dudu Nobre
"Fui escolhido pelo samba."
Há 34 anos atrás, no Rio de Janeiro, nasceu Dudu Nobre e, se o assunto for samba, em berço esplêndido.
Sua mãe, Anita Nobre, comandava três rodas de pagode, onde Dudu, já na infância, costumava brincar com tantã e pandeiro com a mesma desenvoltura que seus vizinhos eram aplicados em bolas de gude e pelada de rua. E ele não negou o aprendizado neste fundo de quintal.
Resultado, aos seis anos de idade começou a estudar piano clássico, aos nove ganhou o instrumento que se tornaria inseparável, o cavaquinho, "aprendi a ler pauta", ressalta Dudu, e aí começou a sua trajetória.
"Com oito anos de idade, era levado pela minha mãe para o Cacique de Ramos. Aos doze eu já ia sozinho".
Filho do engenheiro civil João Nobre, neto do poeta e escritor "Seu Nobre", o pré-adolescente Dudu, aos dez iniciou carreira nas escolas de samba mirim, compondo com ninguém menos que o mítico Beto Sem Braço. A dupla emplacou o samba-enredo da Alegria da Passarela, que depois se transformaria na agremiação mirim do Salgueiro.
"Beto foi um dos maiores versadores que já conheci".
A partir daí fez fila. Emplacou três sambas na Aprendizes do Salgueiro, outro na Herdeiros da Vila, mais um na Estrelinha da Mocidade e também na Império do Futuro. Isso como compositor adolescente.
Como músico, aos treze anos fez um circuito de shows pela Costa Azul da França com a Mocidade Independente de Padre Miguel e aos 15 rodou Suíça, Finlândia, Inglaterra e Alemanha, com a Cia. Brasiliana.
De volta ao Brasil, ingressou na banda de Almir Guineto e depois tocou com Dicró e Pedrinho da Flor. Aos 19 anos, entrou para a banda de Zeca Pagodinho, mesma época em que ingressou na Faculdade de Direito. A advocacia foi cassada no quinto período.
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